Acordou calma e relaxada, bem o oposto que talvez estaria se estivesse ansiosa para a conversa de logo mais. Ao abrir os olhos, ficou recapitulando os últimos acontecimentos de sua vida. Ponderando o que estaria certo ou errado, e o que valia a pena investir. Ficou pensando como iria fluir a conversa no shopping.
Lembrou de tantas e tantas vezes que ficou sonhando com este momento, principalmente quando os sentimentos estavam mais fortes. Mas, dois meses haviam se passado. Eles se afastaram. Ela conheceu outros caras. Ele, isso ela já não sabia. Por outro lado, achava melhor nem saber.
Por um momento, ela percebeu que havia parado de se importar com o que ele fazia ou deixava de fazer. Percebeu que aquilo se tornou inútil e que não acrescentaria em nada na sua vida. Por um momento, veio à cabeça a lembrança de um jovem rapaz que conheceu naquele sábado. Apesar de não ter rolado nada, trocaram telefones. Ela havia ficado realmente encantada. Mais um fator que poderia tirar ele de seus pensamentos.
No entanto, lembrou-se de uma frase que ele havia lhe dito no momento em que terminaram: “Não quero te prender, te atrapalhar a conhecer uma outra pessoa”. Mas também, ele havia dito que se tivesse uma outra pessoa no meio, as coisas poderiam mudar e ele se arrependeria. Bom, ou isso é gostar de sofrer, ou ele queria, mais uma vez, brincar com seus sentimentos?
Será que naquela noite ele a havia visto conversando com este jovem e resolveu agir? Pois então, mais um motivo para duvidar de suas intenções, afinal, se foi preciso passar dois meses para ele perceber que realmente gostava dela, por que então só foi procurá-la quando a viu em um lugar publico? Isso pareceu estranho. Seguiu o restante do dia procurando não pensar muito na conversa, mas estava atenta a esse novo detalhe.
Era chegada a hora do encontro. Arrumou-se como de costume, afinal, a vaidade é um de seus fortes. Saiu de casa. Ao chegar ao shopping, foi até o local combinado e lá estava ele, aguardando a sua chegada. Cumprimentaram-se civilizadamente, sem muitas intimidades. Ele perguntou se tudo estava bem, ela deu a entender que sim. Uma falta de assunto pairou no ar, até que ela resolveu tomar a iniciativa, dizendo que era para irem logo ao assunto.
Ele estava nervoso, ela o conhecia bem. Antes de começar a falar ele deu uma engolida como se estivesse tomando fôlego. Começou a dizer, com uma voz trêmula, mas começou. Disse que já havia um tempo que queria ter aquela conversa, mas que não tinha coragem de tentar algum contato. Ela, por enquanto, só escutava.
Sem que ela perguntasse, ele assumiu que ao vê-la conversando com um outro cara se sentiu inseguro e resolveu agir (bem o que ela já havia suspeitado). Continuou a escutar tudo o que ele estava dizendo. Além da insegurança, ele disse que naquele momento sentiu que a estava perdendo, percebeu mesmo que ainda gostava dela e que estaria disposto a assumir, novamente, aquela relação.
Ela riu. Mas não um riso de felicidade, mas sim um riso, digamos, sarcástico. Não acreditava no que havia acabado de escutar. Como ele teve a audácia de dizer tudo aquilo após aqueles dois meses? Soava extremamente ridículo! Assim que ele concluiu, ela se recompôs e começou a dizer tudo o que estava engasgado em sua garganta:
“Eu deveria ter te escutado desde o inicio, pois você estava certo quando disse que não queria se envolver e não atrapalhar a chegada de um novo alguém. Logo, foi só me ver com uma outra pessoa que você resolveu agir. Bem previsível você não acha?”
Ele a olhou perplexo. Mas continuou a prestar atenção no que ela estava falando.
“Pois bem, você agiu certo. Hoje eu vejo que mereço alguém muito melhor que você. E acho que esse alguém apareceu. Se hoje você se arrepende, o que posso fazer? O problema é todo seu. Infelizmente, alias, felizmente, nossa história acabou. E fico feliz com a sua mudança, espero que você seja feliz com outra pessoa e que não cometa os mesmos erros.”
Ele, como sempre, não disse nada, apenas a escutou. Era bem provável que ele não esperava ouvir dela todas aquelas coisas, mas, era um risco que ele tinha que correr, e ela também.
Ela, no entanto, percebeu que o que disse a ele no sábado não foi um blefe, mas sim a mais pura verdade. Depois que a gente aprende a não gostar mais de uma pessoa não adianta insistir. Levantou-se da mesa onde estavam e foi embora, o deixando ali, parado, mais uma vez.
Por um lado, foi melhor assim, cada um para o seu canto. Saiu com um sentimento de missão cumprida e pronta para uma nova paixão, pois finalmente se sentiu livre de verdade e seu coração estava aberto para que pudesse gostar de um novo alguém.
sábado, 21 de março de 2009
Que tal um pouco de prosa? - Final
quinta-feira, 19 de março de 2009
E ele se foi, quem diria!
É engraçado como que algumas pessoas possuem uma áurea de imortal. Entra ano e sai ano e elas permanecem ali, vivas, intocadas. Mas, como é a ordem natural das coisas, um dia é chegada à hora de partir. Às vezes, cedo para alguns e tarde para outros. E mesmo assim fica difícil de acreditar que elas partiram.O que gera esta divisão entre ir cedo ou tarde é o simples fato das pessoas possuírem personalidades distintas. E esse é o barato da vida, ser diferente. A diferença, muitas vezes, gera divisões de opiniões. Uns idolatram enquanto outros pensam “já vai tarde”. Ao nosso redor convivemos com pessoas que se destacam ou que se fecham. Podemos nos destacar por sermos irreverentes, faladores, polêmicos, ou pelo simples fato de colocar a cara para bater, mas têm outros que preferem à segurança do anonimato. Para eles, é mais cômodo conter suas idéias para si próprios. E muitas vezes se tornam indiferentes. E as personalidades que deixam saudade? Podemos citar algumas como Ayrton Senna, Mussun, Bussunda, Dercy Gonçalves e Clodovil Hernandes.
Sim caro leitor do Blog, você leu certo. Clodovil Hernandes.
Muitos o rejeitaram e não o respeitaram por ser homossexual assumido desde o sempre. É, ver a segurança de uns às vezes incomoda àqueles que não tem coragem de se auto assumirem. Começou em um ramo que hoje muitos querem ingressar, ou seja, até faculdade de moda se tem hoje em dia. Nunca os padrões de beleza foram tão valorizados quando são agora. Quantos apresentadores de TV você conhece que falam abertamente o que pensam sem medo de serem podados por um diretor ou produtor? Venceu um câncer. E existe ousadia maior do que esta: se candidatar a um cargo político? Muitos foram na sua água, afinal, ser o terceiro deputado mais bem votado no estado de São Paulo não é para qualquer um, não.
Acho que a sua cara de indiferente, arrogante e esnobe era o que mais incomodava as pessoas. Suas respostas na ponta da língua desarmavam qualquer um que, por ventura, quisesse curtir com a cara dele.
Isso era o que eu mais admirava no Clodovil. A estratégia de que a melhor defesa é o ataque. E isso ele fez muito bem, fez por 71 anos. Pena que não pôde se auto atacar para evitar o segundo AVC (Acidente Vascular Cerebral) que o acometeu no último domingo. E infelizmente, como todos já sabem, veio a falecer na tarde de terça-feira, dia 17 de março.
Até agora não acredito que ele se foi. É a mesma sensação que tive quando soube que a Dercy havia morrido. Não pode! Essas pessoas são ícones e deve permanecer vivas. Afinal, sei da existência delas desde quando me entendo por gente, não é justo que elas saiam agora, no melhor da festa.
Mas não somos imortais. Somos humanos que nascem, crescem, reproduzem e morrem. Sabemos disso desde o pré-primário. O que nos resta é aceitar e entender que as pessoas se vão. Acredito que este sentimento de “perda” está ligado no simples fato de que essas pessoas fizeram à diferença e que se destacaram por ser quem são.
Para ler uma versão mais "bem humorada" sobre o ocorrido, clique aqui!
quarta-feira, 4 de março de 2009
Asterísticos aleatórios
Sumi, sim, é verdade. Também prometi e (ainda) não cumpri, é verdade também.
Mas já já irei cumpri esta árdua promessa, mas por favor, me dêem um desconto: ta fazendo muito calor! Portanto, para dar uma atualizada nos acontecimentos, resolvi usar e abusar dos...
... asterísticos aleatórios:
*Passado o carnaval, agora sim o ano começa e com fortes emoções. Tão fortes que nesta última segunda-feira, Juiz de Fora e região passaram por 47 minutos de apagão, ainda, sem causa definida. Eu hein?
*Por falar em apagão, tive mais um texto publicado em minha nova empreitada, para ler basta clicar aqui! Ah, também publicaram uma mini-biografia da minha pessoa, leia aqui.
*Depois de longa data, resolvi cortar o cabelo e adivinhem, cortei a franjinha também. E começa a relação amor e ódio entre eu e ela. Para quem ta boiando no assunto, contextualize aqui! Mas dessa vez não ta tão curtinha não, dá pra colocar atrás da orelha.
*Fiquei mais de três dias sem conseguir dormir direito por causa do calor que tem feito em Juiz de Fora. Sério. Os termômetros tem marcado 36°,37°, mas acho que ontem chegou aos 40°. Ventiladores e ar-condicionado não estão resolvendo muito por aqui.
*Depois do tombo na faculdade, graças a Deus, não cai de novo mais não.
Por enquanto é só! Voltamos a qualquer momento com este blog!
PS: Post do “clique aqui”, não foi?
Postado por: Bárbara Riolino às 10:46 Marcadores: Peripécias
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Empreitada!
Antes de qualquer coisa, gostaria de deixar claro uma promessa que ainda não foi cumprida aqui no blog: o término da novelinha “Que tal um pouco de prosa?”. Pois então, está quase pronto, podendo entrar no ar ainda esta semana. Portanto, parem de roer as unhas, pois o fim está próximo!
No entanto, tenho uma outra boa noticia para vocês: fui convidada a escrever em um site, ele se chama “O Patusqueiro”. Vocês já devem ter notado o selinho aqui do lado, certo? Então, o site consiste em um projeto idealizado por jornalistas e publicitários (e amigos meus) recém-formados e que viram na internet uma forma diferente para colocarem suas idéias no ar. Ontem mesmo tive um texto publicado, para ler basta clicar aqui. Espero que gostem!
Bom, não vou falar muito sobre o que é O Patusqueiro, acessem e descubram vocês mesmos! Muito má, né? Hehehehe.
PS: Sobre o último post sobre o fatídico tombo: meu joelho já está melhor e o roxo já sumiu.
PPS: Eu? Postando em pleno carnaval? É este ano nada de folia. Pasmem!
Postado por: Bárbara Riolino às 23:34 Marcadores: Facul, Patusqueiro, Trabalho
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Da série: nunca diga nunca
É incrível que para cair, basta estar de pé.Segundo o dicionário, cair significa: Ir abaixo, pender, tombar, desabar, acontecer, suceder, descer, baixar, ser enganado/ surpreendido.
Pois é, e eu que achava que poderia me vangloriar por em quase quatro anos, jamais ter caído na faculdade. No entanto, hoje fui enganada por uma mísera goteira. Mas, para contextualizar, vamos aos fatos:
Juiz de Fora, assim como as demais cidades da região, faz (muito) calor durante o dia e a no final da tarde, chove. E chove muito! Coisa que chega a ser “estimulante” para ir assistir aula na faculdade. Pois bem, nesta terça lá estava eu atrasadíssima para a aula. Logo, tratei de incorporar o “Ligeirinho” para não chegar muito encima da hora. Ao passar –correndo- pelo “pátio” da instituição, fui surpreendida por uma goteira, que molhou o chão e fez com que eu desabasse sobre ele.
Sem duvida, foi “o” tombo. Fui escorregando lentamente e quando me dei conta, lá estava eu, estatelada no chão. Tive meu momento Giba, afinal, fiz um peixinho (jogada muito comum usada nos jogos de vôlei). Ou seja, mergulhei, literalmente, na goteira.
Foi a típica estratégia do “vê que vai cair, deita”. Fora a vergonha, me senti a pessoa mais pateta do mundo. Lógico que fiz uma cara de dor, para cortar o barato de quem estava rindo às minhas custas, mas depois, não contive a gargalhada. Afinal de contas, em uma situação dessas, não adianta chorar, não é verdade?
Lembro que ainda fiquei uns cinco minutos sentada no chão, com algumas pessoas do lado, tentando entender o que havia acontecido. Realmente foram segundos que valeram por uma eternidade.
Resultado: cheguei super atrasada na aula e ainda levei de brinde um cotovelo ralado e um joelho roxo, sem contar que estava segurando o riso, pois não havia nenhuma alma boa para compartilhar aquele momento ridículo.
Era o que eu achava, porque na hora do intervalo, um amigo chegou até mim e falou: “belo salto, hein Bárbara! Caiu que nem uma jaca”. E depois ainda me disse que não foi lá me ajudar porque estava rindo freneticamente. E eu precisando de companhia. É mole?
PS: Já perceberam que este último ano de faculdade vai ser cheio de emoções, hein? Segundo o Galvão, aguenta coração!
Postado por: Bárbara Riolino às 00:51 Marcadores: Facul, Peripécias, queimar filme
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Impedimento
É impressionante como ainda há coisas que conseguem me surpreender neste mundão de Deus. Em quase quatro anos de faculdade, entre muitos assuntos discutidos (dos mais bizarros, banais e sérios), jamais imaginei que sairia de uma aula sabendo como funciona um “impedimento” num jogo de futebol.Claro que isso é comum se eu cursasse Educação Física. Porém, é de conhecimento comum que faço Jornalismo.
Agora vocês me perguntam: como você sabe o que é impedimento?
Simples. Neste semestre, minha turma terá a matéria intitulada de “Jornalismo Esportivo”, e no decorrer da aula, uma dúvida foi levantada, naturalmente por uma colega de sala (colega=mulher).
Daí, o professor prontamente explicou que o impedimento nada mais é que jogador que está atacando receber a bola entre o zagueiro e o goleiro.
Tá, pra entender? Acho que não.
Bom, confesso que se tivesse como desenhar aqui, eu saberia explicar com mais credibilidade.
PS: Meu amigo Dan ficou de postar também sobre o assunto, aguardem!
PPS: Essa semana descobri uma nova paixão: cultivar hematomas pelo corpo. Brincadeira! Na verdade, essa nova paixão se chama corrida de Kart. Que além de ser muito divertida, você leva de presente vários roxos pelo corpo. Fantástico, né? Aí, os outros olham para você e pensam: “nossa coitada, o namorado dela deve ser tipo o Marcos da novela”, ou então, “gente, será que ela é masoquista?”.
Eu hein?
OBS Final: A novelinha do Blog não acabou, em breve postarei o quarto e último capitulo!
Postado por: Bárbara Riolino às 00:31 Marcadores: Facul, Peripécias, Vícios
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Fazer jornalismo é....
Boa semana para todos!
Postado por: Bárbara Riolino às 11:13 Marcadores: Facul, Insanidades, queimar filme
sábado, 31 de janeiro de 2009
Esse cachorro merece um Oscar!
Em Junho de 2007 aqui no blog:“Terminei ontem de ler o tão aclamado "Marley e eu", de John Grogan. Simplesmente lindo, engraçado e emocionante. Confesso que nos últimos cinco capítulos eu me debulhei em lágrimas, no último então, uma cachoeira tomou conta dos meus olhos, tanto é que acordei com eles inchados.”
Em Janeiro de 2009
Passados quase dois anos, a história ganhou as telonas do cinema. E eu, óbvio, tive que assistir e dar o meu pitaco. Sem dúvidas, “Marley e eu” está entre as adaptações mais bem sucedidas do cinema, em minha opinião.
Foram cerca de duas horas entre risadas e lágrimas. Até para aquele que nunca teve cachorro na vida conseguiu se emocionar com as travessuras e a lealdade que aquele “cachorro de liquidação” despertou naquela nova família.
Os cenários foram fieis às páginas do livro, porém, assim como toda historia adaptada, alguns detalhes passaram despercebidos, mas que ao fim, não interferiram na historia de Marley, John, Jenny e as crianças.
Se houvesse alguma categoria no Oscar que premiasse animais, com certeza o Labrador que trouxe Marley às telonas, seria forte concorrente!
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Um pouco sobre novela
Eu não tenho vergonha de assumir que assisto novela. Principalmente, novela reprisada. A justificativa para tal ato é que, seguindo normalmente o meu ano letivo, não consigo assistir às novelas atuais em virtude do horário, então, como tenho a tarde livre (para não se dizer “a toa”), me delicio vendo o “Vale a pena ver de novo.”Acho também que a novela em si não é de tudo um passatempo para gente que não tem nada pra fazer. Hoje em dia, muitos autores se preocupam em levantar assuntos polêmicos e delicados, como doação de órgãos, doenças, preconceito, sexualidade, drogas, etc. De fato, a novela, sem dúvida, atua como item formador de opinião.
Pelos enredos podemos também ter contato com outras culturas, como foi o caso de “O Clone”, e recentemente, em “Caminho das Índias”. Inclusive, ao escutar a trilha sonora, é bem provável que os ritmos indianos misturados com batidas eletrônicas serão tendências às Festas Raves de 2009. Resumindo: novela sem música não é novela. Quantos sucessos foram eternizados por inúmeros personagens? Até hoje, ao se escutar uma musica, é bem provável que você se lembre de alguns deles.
Ah, sem contar que a novela também é responsável pela moda. Que atire a primeira pulseira da Jade quem nunca se baseou no look usado pelas atrizes na hora de compor o visual!
A novela é o retrato da sociedade, seja ela atual ou antiga. Seus personagens têm seus dramas assim como todos nós, sejam eles vilões ou mocinhos. Ah, os vilões, são muitas vezes mais lembrados que os próprios heróis. Laura, Flora, Marcos e a inesquecível Odete Roitman. São tantos que é melhor nem citá-los.
A novela nos emociona. A novela nos faz rir. A novela nos remete a experiências vividas ou até mesmo podem nos auxiliar sobre situações do cotidiano. Afinal, vivemos em uma novela contemporânea, onde nós somos autores, atores e diretores dela.
E depois dessa verborréia danada, aqui está a chave do post de hoje, que é:
... a morte de Fernanda
Semana passada, comentei com meu amigo Dan (sim, ele está de volta!) sobre a morte da personagem Fernanda, mãe da Salete de "Mulheres Apaixonadas". Fiquei uma semana sem assistir, daí queria saber se o capitulo já tinha ido pro ar ou não.
Eis que a emissora resolveu matar a pobre Fernanda hoje (em minha opinião, uma das cenas mais fortes de toda a novela). Aí, na hora em que muita coisa estava sendo revelada, meu celular tocou, era o Dan, com a seguinte noticia:
“Colega, seu resumo de novela informa que a Fernanda está morrendo neste minuto!”
Por sorte, eu estava assistindo e vi à cena.
Enfim. Fico pensando: o que leva duas pessoas se importarem com o acontecimento de novela reprisada? Bom, só sei que novela reprisada é boa demais, afinal, você assiste, literalmente, com outros olhos e com outra cabeça.
Por falar em novela, gostaria de recomendar este texto feito pela Thata, que fala exatamente sobre a Helena, protagonista da trama.
Clique aqui para ler, muito legal!
Bom, não percam amanha, Fernanda morre ou não morre?
Cenas do próximo capítulo!
PS: Quarto capítulo da “novelinha” será postado no próximo domingo, dia 1° de Fevereiro.
PPS: Por falar em autores de novela, vocês acham que minha pseudo-trama tem futuro?
PPPS: Ok, não precisam responder, eu sei que não tem!
domingo, 25 de janeiro de 2009
Que tal um pouco de prosa? - Parte III
Assim como ele, ficou surpresa com as palavras que estavam naquele simples sms. Emocionada até. Na mensagem ele se declarou de um jeito que jamais havia feito. Quando estavam juntos ele só dizia um simples “te adoro” e um “estou gostando mesmo de você, caso contrário não estaríamos juntos”, essas coisinhas que deixam qualquer garota nas nuvens. Com ela, não foi diferente.Mas desta vez ele foi além de tudo que já havia dito a ela. Pela primeira vez disse que a amava de verdade. Isso a deixou chocada. Feliz, mas um pouco revoltada. Por que os homens precisam se afastar e ignorar sentimentos alheios para se certificarem de quem realmente gostam de verdade? Depois falam das mulheres, que são seres impossíveis de compreender. Mal sabem eles como as mulheres tentam entende-los, até mais que eles a elas.
Passado o nervosismo do impacto da mensagem, seu coração se encheu de dúvidas. Um “eu te amo” assim, do nada, a deixou perplexa. Já haviam se passado cerca de dois meses em que tinham terminado e nesse tempo, muita coisa aconteceu, pelo menos para ela. Será que seus sentimentos ainda seriam recíprocos?
Mais uma vez refletiu sobre aquele sábado e na facilidade que teve em dizer que já não gostava mais dele, mesmo que no fundo ainda gostasse, nem que fosse só um pouquinho. Lembrou-se de uma outra situação em que agira da mesma forma, porém, nesta ocasião tinha certeza de seus sentimentos. Será que ela tinha deixado de gostar dele assim tão rápido?
Começou a recapitular os acontecimentos daquele ultimo sábado. Não podia negar que ficou nervosa com a presença dele, afinal, suas mãos gelaram e seu coração palpitou rápido. Pode ser que talvez ainda gostasse dele, ou então, a adrenalina por encontrar, casualmente, alguém que não esperava ver.
Pensou em todos os acontecimentos nesses dois últimos meses. Das pessoas que conheceu, das amizades que surgiram e dos caras nos quais teve algum affair. Avaliou como estava sua vida de solteira e a vida que levara estando com ele. Voltar? Agora? Depois de tudo que havia sofrido? Ele não merecia, ah não.
Resolveu, finalmente, dar as caras e resolver toda aquela situação. Respondeu à mensagem dizendo que ambos deveriam conversar e sugeriu um encontro na próxima sexta-feira, à noite, em um shopping da cidade.
“Mensagem enviada com sucesso”, dizia o seu celular. No dia seguinte pela manhã, ele havia respondido confirmando o horário e o local. Sentiu-se bem, mas com um pequeno friozinho na barriga. Ê sexta-feira que não chega meu Deus!