domingo, 25 de janeiro de 2009

Que tal um pouco de prosa? - Parte III

Assim como ele, ficou surpresa com as palavras que estavam naquele simples sms. Emocionada até. Na mensagem ele se declarou de um jeito que jamais havia feito. Quando estavam juntos ele só dizia um simples “te adoro” e um “estou gostando mesmo de você, caso contrário não estaríamos juntos”, essas coisinhas que deixam qualquer garota nas nuvens. Com ela, não foi diferente.

Mas desta vez ele foi além de tudo que já havia dito a ela. Pela primeira vez disse que a amava de verdade. Isso a deixou chocada. Feliz, mas um pouco revoltada. Por que os homens precisam se afastar e ignorar sentimentos alheios para se certificarem de quem realmente gostam de verdade? Depois falam das mulheres, que são seres impossíveis de compreender. Mal sabem eles como as mulheres tentam entende-los, até mais que eles a elas.

Passado o nervosismo do impacto da mensagem, seu coração se encheu de dúvidas. Um “eu te amo” assim, do nada, a deixou perplexa. Já haviam se passado cerca de dois meses em que tinham terminado e nesse tempo, muita coisa aconteceu, pelo menos para ela. Será que seus sentimentos ainda seriam recíprocos?

Mais uma vez refletiu sobre aquele sábado e na facilidade que teve em dizer que já não gostava mais dele, mesmo que no fundo ainda gostasse, nem que fosse só um pouquinho. Lembrou-se de uma outra situação em que agira da mesma forma, porém, nesta ocasião tinha certeza de seus sentimentos. Será que ela tinha deixado de gostar dele assim tão rápido?

Começou a recapitular os acontecimentos daquele ultimo sábado. Não podia negar que ficou nervosa com a presença dele, afinal, suas mãos gelaram e seu coração palpitou rápido. Pode ser que talvez ainda gostasse dele, ou então, a adrenalina por encontrar, casualmente, alguém que não esperava ver.

Pensou em todos os acontecimentos nesses dois últimos meses. Das pessoas que conheceu, das amizades que surgiram e dos caras nos quais teve algum affair. Avaliou como estava sua vida de solteira e a vida que levara estando com ele. Voltar? Agora? Depois de tudo que havia sofrido? Ele não merecia, ah não.

Resolveu, finalmente, dar as caras e resolver toda aquela situação. Respondeu à mensagem dizendo que ambos deveriam conversar e sugeriu um encontro na próxima sexta-feira, à noite, em um shopping da cidade.

“Mensagem enviada com sucesso”, dizia o seu celular. No dia seguinte pela manhã, ele havia respondido confirmando o horário e o local. Sentiu-se bem, mas com um pequeno friozinho na barriga. Ê sexta-feira que não chega meu Deus!
(continua)

5 comentários:

Dan disse...

Você reclama tanto que não comento, aqui estou...
gente vc tem alguma coisa com o ACTIVEA, rsrsrs
to adornado as histórias...
beijos

rabiscos de Pollyanna Letícia disse...

Hum... As coisas do coração, são tocantes, simples assim. E, a briga dos sexo parece ser interminável, mas fazer o quê? Se são com Eles que a gente consegue sentir frio na barriga...(sensações gostosas, heim?)
Um abraço!

rabiscos de Pollyanna Letícia disse...

...e por falar em 'frio', 'gelo' lembrei-me do livro da Liliane Prata: 'Uma bebida e um Amor SEM GELO, por favor'...Eu preciso lê-lo me disseram que a história é linda!

*Silvia Alencar* disse...

Pra não perder o costume de te, bisbilhotar, cá estou!
Boa semana pra vc..
Beijocas...

C@duUU disse...

Tá tá táa, desculpass...
Mas mass...

Ê sexta-feira que naum chega é ?!
Huahuahuauauhauhhauauha

Ah Babih..
Bjaum !!

**Quando sair o próximo capítulo vc me avisaaa ;-)