segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O texto do 13

Postando por dois dias consecutivos. Isso vai dar m****. Ou, pode ser que a economia volte à normalidade. Enfim, estava relendo o post anterior que falava sobre uma pequena promessa que eu havia feito por aqui: postar o texto do 13 e algumas fotos do Rondon. Como eu não tenho “mais o que fazer da vida”, resolvi atender à curiosidade alheia e postar o que foi prometido.

Treze

Parece brincadeira, mas o numero 13 esteve presente na edição 2008 do Projeto Rondon de Novo Oriente de Minas. Foram 13 horas de viagem para chegar, no dia 13 de julho. Treze pessoas desconhecidas vivendo juntas por 13 dias em uma casa.
Treze camas, 13 xícaras, 13 copos, 13 pratos e 13 cadeiras, que foram compartilhados por 13 dias. Um grupo distinto que aprendeu a conviver e aceitar um pouco as diferenças, e quem sabe, até compreender algumas atitudes.

Momentos engraçados como as alvoradas pela manhã (que sempre funcionavam), os gases no quarto dos meninos e até as incríveis lutas contra a moréia maldita que cismava em entupir o vaso sanitário. Às vezes me pego imaginando como vai ser almoçar sem a presença desses amigos reunidos. A piada de um e a risada do outro, que acabava com qualquer momento de seriedade. Sem contar os apelidos dados, como “boca-aberta”, por exemplo. Ah, e a overdose de sertanejos? “Casou? Casei. Complicou? Compliquei”, ouvidos incessantemente na primeira semana na casa até que, misteriosamente, o DVD sumiu. Parece que já tem 13 anos, mas foram 13 dias que valeram muito a pena. O trabalho em equipe, as experiências trocadas, historias contadas... tudo vai ficar na memória.


Por ironia do destino, conseguimos reunir 13 adjetivos na casa. Tínhamos o Ramon, o gordinho feliz e de bem com a vida e claro, o Wesley, o magro e atlético, que nas horas vagas dava uma de “professor de educação física”. Matheus era o desastrado e nosso caçulinha também e Saulo, que apesar de não ser o mais velho da casa, era o centrado e com os pés no chão.
Tinha também os festeiros da casa. A Araceli se encaixava perfeitamente nessa categoria. Sua risada só não conseguia superar a da Bárbara, que ria de tudo, até de uma agulha que caia no chão. Tinha também o Arthur, que tinha fama de “pegador” só que, até os 45 do segundo tempo, ainda não tinha pegado ninguém – AINDA!

Não podiam faltar as meninas “centradas”, como é o caso da Solange, que acalmava qualquer um com a sua voz suave e calma. A Flavinha era a mais caxiona da casa, vai gostar de escrever relatório assim lá longe! Ah, também tinha a Dani, a casada, que quando não falava no marido, falava no seu cachorro LUCK. E acreditem: ela conversou com ele pelo telefone!
Assim como toda casa, não podemos nos esquecer de falar da nossa mãezona: a Cândida. Ela que despensa qualquer elogio só pelo fato de ser “taxada” como MÃE. E claro, não podemos deixar de lado a sua habilidade mais importante: achar coisas perdidas. Pára tudo e chama a Cândida, né? E para completar o time não poderia faltar o Fabrício, a revelação da casa. Precisariam juntar 13 cadernos para listar todas as suas palhaçadas.

Por fim, não poderia faltar a nossa querida coordenadora e líder da patota, a Deise. Ela e seus trocadilhos contribuíram muito para que o clima na casa permanecesse leve até o fim da última semana. É, ao contrário das superstições do Wesley, esse número 13 não deu azar, e sim, muita sorte. Acredito que todos chegarão diferentes em Juiz de Fora. Serão 13 amigos com 13 histórias para contar. E para concluir: PROJETO RONDON tem 13 letras.

Fotos:

1-Recreação com as crianças

2-Na van

3-Cachoeira da Poaia.

4-Na "banheira" das lavadeiras.

Missão dada é missão cumprida. Uh terêrê!

2 comentários:

Lucas Peths disse...

Babih Riolino tem... Ah, tem só 12 letras. Mas nem por isso você deixa de ser especial! haheuheaae...

Ahh, essas moréias... ;*****

r. silva disse...

que significa "caxiona"? até imagino que seja 'nerd, CDF', mas... de onde vem essa palavra? Por favor, me retorne, ficarei grato pela informação.