quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Um post sério...

Ao contrário da maioria dos textos por aqui postados, o de hoje será sério e reflexivo.

O que é a vida? Qual o valor da vida? Ou o que é a morte?

Nesta semana estava conversando com um amigo sobre o assunto em questão: a vida. Ele me disse que para a ele a vida é como uma montanha russa, cheia de altos e baixos, mas emocionante. Eu ainda completei dizendo que ela só é emocionante para quem se arrisca, assim como quem anda em uma montanha russa.

Mas, viver não é se arriscar?

Todos os dias estamos sujeitos a uma infinidades de ameaças, desde uma simples picada de mosquito até a possibilidade de levar um tiro oriundo de uma bala perdida.
Viver é perigoso! Mas sem a vida, não se vive. Parece até redundante dizer, mas sem duvida é a melhor forma de se explicar.

Eu iria postar sobre esse assunto um dia, mas diante dos últimos acontecimentos, nada mais pertinente do que falar sobre isso agora, mesmo porque, Kardec uma vez disse: “o acaso não existe”. E pode ter certeza que não existe mesmo.

Quantas vezes você já teve raiva de alguém quando uma coisa não saiu do jeito que você esperava? O primeiro a quem culpamos é Deus. Coitado! Sempre leva a culpa por estar fazendo a coisa certa, embora nem sempre percebamos isso na hora em que acontece. Passa-se algum tempo e você percebe que aquela tal perda e/ou mudança em sua vida serviu para muita coisa, principalmente em nosso crescimento como pessoa. E pode ter certeza que a recompensa pelo sofrimento é o amadurecimento.

Esta semana eu pedi uma tia minha, de apenas 47 anos, vítima de um câncer. A partir de tudo que o presenciei, o velório, as pessoas, a missa, tive uma idéia diferente sobre o mistério que é viver e o que seria a morte.

Às vezes eu acho que a vida é como um pacote turístico: com data pra começar e data pra acabar. E entre essas datas está todo o nosso roteiro de vida.
Passei a acreditar também que a morte é uma espécie de recompensa por tudo que já vivemos em nossa vida terrena. E que deve ser uma coisa muito boa, afinal, nunca ninguém voltou pra contar, não é?

A partir disso resolvi dar mais atenção para aqueles seres humanos que estão ao meu lado. Aos meus pais, avós, tios, primos, amigos, vizinhos... Sabe por quê? Porquê a gente nunca sabe quando eles terão ido embora, só que desta vez, pra sempre.

Vou passar a deixar de lado toda e qualquer diferença ou discórdia que eu posso ter com algumas pessoas. Isso não vai me levar a nada. Todos nos temos o mesmo destino, e na hora da última despedida a única coisa que não vem à tona são os nossos defeitos.

O que fica é a saudade. É incrível como naquela hora, naquela mistura de emoções, vem a nossa mente um filminho de todos os momentos que passamos junto com aquela pessoa.
Vou roubar mais uma frase, só que desta vez será de Carlos Drummond de Andrade: “a dor é inevitável, o sofrimento é opcional”. Devemos transformar toda a nossa dor em saudade, em conforto, porque uma pessoa nunca morre por completo, ela estará sempre viva em nossa memória e em nosso coração. Prolongar o sofrimento é burrice! Mas transformá-lo em experiência de vida já é um bom começo.

Para meu Tio e minhas duas primas:
MUITA FORÇA!
E estarei a disposição para qualquer coisa que precisarem!

E TIA, saudades para sempre!

3 comentários:

Sebastião Clemente disse...

A vida eh sim uma montanha russa, mas a morte naum eh recompensa nem descanso, o fim de nossa vida terrena eh soh uma passagem, pq nossos atos vaum ecoar pela terra por mto tmpo e saum eles q definem qm somos. A pessoas q se imortalizam exatamente na hr d morrer " deixo a vida para entrar na historia" qm naum conhece essa frase, foi um ato q ajudou ainda mais a imortalizar Getulio em nossa Historia Contemporanea, e foram os atos de amor da Lenir,sua tia, q a imortalizou em nossos corações. Nossos atos nos definem para sempre...

Lucas Peths disse...

Sabe, a morte às vezes pode ser injusta... Perder uma pessoa querida soa como uma grande brincadeira, e você sempre acha que a pessoa irá voltar, embora no seu íntimo, você saiba que não é verdade - infelizmente. Já vivi uma perda quando era mais novo [também de uma tia], e é péssimo.
Estive pensando... Essa coisa de religião, morte. Crenças ajudam muito a superar uma perda. É, de certa forma, reconfortante. Deus sabe o que faz.

Bárbara, conta comigo pro que precisar. Um abração em você e nos seus familiares. E lembre-se da frase do Drummond.

Nattaly disse...

ain.

meus sentimentos, moça.


ps.: Mudei de endereço: www.grrrl.org/re-inventar. Bzo